Dica de Leitura
09/01/2010 - 08h33
Da Redação da TV Claret
O excesso de chuvas voltou a causar transtornos e estragos na cidade de Araras. Mais de 80 casas localizadas na região da Avenida Dona Renata foram invadidas pelas águas das chuvas que caíram durante a noite da última quinta-feira (7). Em determinados locais, a água chegou a um metro e meio de altura e, em algumas destas residências, as famílias perderam móveis, roupas e alimentos, o que torna a situação ainda mais trágica.
Outros imóveis localizados no Parque das Árvores também tiveram danos, como queda de muros de arrimo e alagamentos. Equipes da Secretaria de Ação e Inclusão Social estão dando todo o suporte necessário para as famílias que tiveram suas residências atingidas pelas enchentes.
Além das casas alagadas, veículos que passavam pela Avenida Dona Renata não conseguiram avançar, já que o Ribeirão das Araras transbordou, obrigando alguns motoristas a abandonar os carros pelo caminho. Com o transbordo do ribeirão, os dois lados da marginal ficaram intransitáveis e, na manhã desta sexta-feira (8), os estragos eram visíveis. Muito barro e sujeira, além de buracos abertos pelo excesso água, deixaram o local bastante prejudicado.
Equipes do Saema – Serviço de Água, Esgoto e Meio Ambiente de Araras, do Departamento de Limpeza da Secretaria de Serviços Públicos, Urbanos e Rurais, da Defesa Civil e do Corpo de Bombeiros estão atuando em conjunto para limpar a cidade e minimizar os problemas.
Seis caminhões pipas estão em ação para limpar a sujeira deixada pelas chuvas. Desses, dois são da Prefeitura, dois foram emprestados, um pela Usina São João e outro pela Usina Santa Lúcia e outros dois foram locados pela administração. “Não estamos medindo esforços para retirar a lama deixada pelas enchentes e minimizar os estragos. Toda a equipe da limpeza está em atividade e não vai parar até que o trabalho seja concluído”, destacou a secretária de Serviços Públicos, Urbanos e Rurais, Vanda Bressan.
Recorde de chuvas
As chuvas que caíram nesta quinta-feira bateram o recorde dos últimos anos em Araras. Segundo o assessor de diretoria da Estação de Tratamento de Água do Saema, Alberto Dalla Costa Neto, apenas neste dia 7, choveu no município 146.3 mm³, o maior índice registrado desde 1991, quando começam os registros da autarquia. O segundo maior é do dia 11 de março de 1999, com volume de 113 mm³.
Em comparação com o ano passado, o dia mais chuvoso foi 29 de dezembro, ocasião que 102.9 mm³ de chuvas caíram na cidade. A segunda maior chuva de 2009 aconteceu no dia 3 do mesmo mês, com índice de 84.5 mm³.
“O normal diário para este período é de 20 mm³. O que já é preocupante. A chuva desta quinta ultrapassou em muito o limite normal. Isso aconteceu porque uma massa de ar que era para se dissipar acabou voltando bruscamente e causou os transtornos que estamos vendo”, explicou Alberto.
Segundo o presidente do Saema, Carlos Cerri Júnior, esses problemas não são exclusivos do município de Araras. “Todas as cidades estão com suas barragens no limite máximo. Infelizmente, tivemos mais uma manifestação da força da natureza. Foi chuva mesmo. E a água não teve para onde escoar”, salientou.
Alargamento dos ribeirões
O prefeito Nelson Dimas Brambilla está acompanhando o trabalho de limpeza e assistência das famílias atingidas pelas enchentes. Já na noite de quinta-feira ele visitou estabelecimentos comerciais e casas atingidas, e conversou com moradores. O mesmo acompanhamento ele cumpre na manhã desta sexta-feira. Ao lamentar o ocorrido, o prefeito novamente enfatizou que o problema pode ser evitado com obras de alargamento dos ribeirões da cidade.
“Estamos trabalhando para recuperar as áreas atingidas e limpar o mais rápido possível as vias do município. As famílias afetadas também terão o nosso apoio. Esses problemas mostram a necessidade do alargamento dos rios e ribeirões de Araras. Somente com essas obras daremos fim aos alagamentos e aos problemas oriundos do excesso de chuvas em nossa cidade”, lembrou o prefeito.
Os órgãos de segurança de Araras estão à disposição das pessoas que tiverem problemas com as chuvas, pelos seguintes telefones:
Corpo de Bombeiros: 193
Defesa Civil: 3551-1539
Guarda Municipal: 153 e 3541-1532
Noedir (Araras/SP)
A casa do meu pai foi uma das atingidas. A última vez que isso aconteceu faz mais de 10 anos. Precisam apurar se não foi alguma barragem que estourou ou foi aberta sem avisar os moradores. O que aconteceu ali, na velocidade de tempo que aconteceu (em alguns minutos a água atingiu 1 metro de altura dentro da casa), dificilmente seria apenas água da chuva. O que leva a crer, por todos (senão a maioria) os atingidos é que há algo que estão escondendo, ou seja o rompimento de alguma barragem ou algo assim - pois a prefeitura já vinha colocando pedra em barragens na cidade. Em tempo, na casa, só salvou a TV que estava em cima do rack e os armários de aço; o resto, todos os móveis de madeira, sofá, alimentos, equipamentos eletrônicos, etc. foram perdidos.
Agentes de trânsito são treinados para emergência
Definidos horários para diplomação e posse dos eleitos nas eleições suplementares
Saema vistoria ligações em residências
Prefeitura renova convênio com Fundação Procon
Vereadores oficializam intenção pela compra do prédio da Câmara
© Copyright 2008 - Rede Claret de Comunicação | Desenvolvimento: Claretiano Web Center | Entre em contato